Como mídia e cultura se relacionam em uma sociedade como a nossa?
“Você não sente e não vê mas eu
não posso deixar de dizer, meu amigo,
que uma nova mudança em breve vai acontecer.
O que há algum tempo era novo e jovem
hoje é antigo e precisamos todos rejuvenescer”
(Elis Regina, Velha roupa colorida)
Os saberes modificaram-se, os valores também e não há como não fazer referência ao papel das mídias ou das tecnologias nesse contexto.
Quanto mais meios e tecnologias a sociedade dispõe mais complexos se tornam os processos de comunicação e os processos culturais e sociais.
O grande obstáculo hoje é entender que estamos diante de uma geração que mais que na escola, é na televisão, no computador, celular..., onde tem aprendido a falar inglês, que experimenta uma forte empatia com o idioma das novas tecnologias e que gosta mais de escrever no computador do que no papel.
Confrontando com a distância com que muitos adultos sente e resiste a essa nova cultura - que desvaloriza e torna arcaico muitos de seus saberes e habilidades -, os jovens rebatem com uma intimidade feita não só da facilidade para relacionar-se com as tecnologias audiovisuais e informáticas mas da conivência cognitiva e expressiva: é nos relatos e imagens, nas suas sonoridades, fragmentações e velocidades que encontram seu ritmo, seu idioma.
A experiência audiovisual vivida hoje, repõe radicalmente a concepção de cultura pelos modos de relação com a realidade.
Isto requer que nas escolas haja filmes (e outros materiais da cultura audiovisual) da mesma forma que se tem livros e discos. Requer uma transformação cultural da educação.
Cabe deixar um questionamento que deve ser repensado:
Porque insistem em falar às crianças que se informem e aprendam somente em livros e, não (também) no rádio, na TV e no cinema e internet?
Nenhum comentário:
Postar um comentário