roedublog

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Roteiro de Inclusão - Libras

NOME DO GRUPO: LIBRAS

NOME DOS COMPONENTES:
1 - ANDREA PEREIRA FLOR
2 - CÂNDIDA DIAS SAMPAIO
3 - ELIZÂNGELA SOARES PEREIRA
4 - MAGALY MIRANDA MILAGRES
5 - ROSÂNGELA ARANTES SILVA MENDONÇA

TURMA: MG07ITA
DISCIPLINA: SEMINÁRIO: INCLUSÃO E TECNOLOGIAS ASSISTIVAS
MEDIADOR: MARCO ANTÔNIO SANTOS ROCHA
ATIVIDADE: MOMENTO 4 – ROTEIRO DE INCLUSÃO


ROTEIRO DE INCLUSÃO

O aluno surdo deve freqüentar o sistema regular de ensino, porque é um cidadão com os mesmos direitos que qualquer outro. Ele precisa de um modelo orientador da Língua Portuguesa, de ficar exposto ao modelo lingüístico nacional, pois é no ambiente dos ouvintes que ele viverá sempre. A aprendizagem de uma língua efetiva-se realmente quando alguém tem o contato direto com os falantes dessa língua. Nesse sistema, ele fará uso da leitura orofacial, exercitará a expressão oral e a escrita, em classes especiais ou em classes comuns, com apoio de salas de recursos.

Para a integração do aluno com deficiência auditiva severa em classe comum recomendamos que:

- a escola, que vai receber este aluno, tenha o laudo médico determinando a deficiência e conhecimento da sua forma de comunicação;
- a escola precisa receber o aluno para inclusão em classe comum quando houver garantia de complementação curricular em Sala de Recursos, professores itinerantes ou intérprete de LIBRAS;
- que o processo de inclusão ocorra após o período de alfabetização, quando o educando já possui razoável domínio da Língua Portuguesa (falada e/ou escrita). No entanto, de acordo com as condições que ele apresentar, nada impede que a integração ocorra na pré-escola ou em qualquer outra série;
- sua idade cronológica seja compatível com a média do grupo da classe comum que irá freqüentar;
- a escola organize a classe comum de forma que não tenha mais de 25 alunos, incluindo o integrado;
- a escola estruture-se quanto aos recursos humanos, físicos e materiais;
- a escola comum mantenha um trabalho sistemático visando a participação da família no processo educacional;
- se possível, a escola mantenha uma equipe multidisciplinar para atender ao aluno com deficiência, com a participação da equipe pedagógica, intérprete de LIBRAS, fonoaudióloga, psicóloga, assistente social.

Os professores e demais profissionais que atuam junto ao aluno com deficiência auditiva na escola regular devem ser informados de que, embora ele possa não ter uma linguagem claramente expressa, poderá ter mais chances de integrar-se, se os profissionais, principalmente o professor da classe comum, estiverem atentos para os seguintes itens:

- aceitar o aluno com deficiência sem rejeição;
- ajudá-lo a pensar, raciocinar, não lhe dando soluções prontas;
- não manifestar conduta de super proteção;
- tratar o aluno normalmente, como qualquer aluno, sem discriminação ou distinção;
- não ficar de costas para o aluno, ou de lado, quando estiver falando;
- preparar os colegas para recebê-lo naturalmente, estimulando-os para que sempre falem com ele;
- ao falar, dirigir-se diretamente ao aluno com deficiência auditiva, usando frases curtas, porém com estruturas completas e com o apoio da escrita;
- falar com o aluno mais pausadamente, porém sem excesso e sem escandir as sílabas. O falar deve ser claro, num tom de voz normal, com boa pronúncia;
- caso o aluno utilize algum aparelho de amplificação sonora individual, verificar se está ligado. Ele não faz o aluno com deficiência auditiva severa ouvir, mas reforça as pistas e dá referências;
- verificar se o aluno está atento, pois ele precisa "ler" nos lábios para entender, ao contexto das situações, todas as informações veiculadas;
- chamar sua atenção, através de um gesto convencional ou de um sinal;
- colocar o aluno nas primeiras carteiras da fila central ou colocar a turma, ou o grupo em círculo ou semicírculo, para que ele possa ver todos os colegas, e para que seus colegas laterais possam servir-lhe de apoio;
- utilizar todos os recursos que facilitem sua compreensão (dramatizações, mímicas, materiais visuais);
- utilizar a língua escrita, e se possível, a Língua Brasileira de Sinais;
- estimular o aluno a se expressar oralmente, por escrito e por sinais cumprimentando-o pelos sucessos alcançados;
- colocá-lo a par de tudo o que está acontecendo na comunidade escolar;
- interrogar e pedir sua ajuda para que possa sentir-se um membro ativo e participante;
- incluir a família em todo o processo educativo;
- avaliar o aluno surdo pela mensagem-comunicação que passa e não somente pela linguagem que expressa ou pela perfeição estrutural de suas frases;
- solicitar ajuda da escola especial, sempre que for necessário;
- procurar obter informações atualizadas sobre educação de deficientes auditivos;
- utilizar os serviços de intérpretes;
- e, principalmente, acreditar de fato na potencialidade do aluno, observando seu crescimento.

Existem escolas que alcançaram sucesso com alunos com deficiência auditiva porque ofereciam as seguintes condições:

- atendimento individualizado para alguns casos e atenção de professores capacitados para lidar com estudantes especiais;
- o ambiente agradável projetado para estimular o desenvolvimento social e intelectual destas crianças e adolescentes;
- uma equipe multidisciplinar, composta pelo serviço social, psicologia, fonoaudiologia e equipe pedagógica;
-  os pais participam do desenvolvimento dos filhos na escola;
- a escola evidência o potencial de cada aluno, canalizando a inteligência e integrando-os ao ambiente;
- empenho e satisfação de profissionais qualificados. Corpo docente com qualificação básica na área que atuam e também qualificação em educação especial e formação em curso de LIBRAS;
- profissionais motivados que se engajam, vão atrás, fazem cursos e acabam aprendendo LIBRAS principalmente com o convívio com os alunos e colegas;
- utilização de tecnologias assistivas com salas de informática, telões multimídias e biblioteca;
- destacam-se as aulas de educação física, aulas de dança e as aulas de ciências com experiências, aulas de teatro e música;
- a tecnologia aliada ao ensino: um dos recursos utilizados pelos professores para incentivar ainda mais o desenvolvimento dos alunos é a TV Pen-drive. O conteúdo das aulas é exibido direto na tela da TV para os alunos. A imagem é fundamental para facilitar a comunicação com o deficiente auditivo, pois lhes dá uma visão do que o professor quer lhes transmitir;
- a escola interagindo com a comunidade, oferecendo curso de libras para a comunidade estabelecer um convívio com os alunos.

As tecnologias assistivas podem favorecer e muito o desenvolvimento do aluno com deficiência auditiva, além de vídeos, TV Pen-drive ou TV com DVD, os professores podem utilizar no laboratório de informática alguns softwares como o CLIC para Windows em Português, que permite criação de pacotes de atividades com o uso de sons, músicas e imagens, é indicado para deficiências auditivas, mental, física, AH e superdotação (Disponível na Web – download grátis em http://clic.xtec.net/es/clic3/download.htm).
Além de dicionários em LIBRAS na internet, existe o Player Rybená® permite tornar qualquer site da Internet acessível para a Comunidade Surda. Funcionando como um tradutor, auxilía na compreensão do conteúdo de textos em português. O Player Rybená® é capaz de converter qualquer página da Internet ou texto escrito em português para LIBRAS. Com este recurso os usuários poderão selecionar com o mouse qualquer parte do texto do portal e ver a tradução em LIBRAS por intermédio de um simpático desenho animado (mais informações: www.rybena.com.br).

Nenhum comentário:

Postar um comentário