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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Plugados com a aprendizagem

TEMA: Trocando experiências.

CRIAÇÃO: Rosângela Arantes Silva Mendonça

RESPONSÁVEIS: Gestores, especialistas e professores.

JUSTIFICATIVA:

Existe uma necessidade de mudança de atitude para que as tecnologias sejam integradas à aprendizagem e para isso é muito importante que os  professores se capacitem e sejam orientados para a utilização das máquinas digitais em projetos, não só para um fim em si mesmas mas, como ferramentas à serviço da aprendizagem.

OBJETIVOS:

·         Integrar as tecnologias à aprendizagem ;

·         Manusear, com segurança e qualidade, os equipamentos digitais disponíveis na escola;

·         Propiciar aos professores e alunos oportunidades de utilização e integração das ferramentas digitais;

·         Orientar e trocar experiências  entre professores quanto ao manuseio e  interação dessas ferramentas digitais e salas de aula.

PÚBLICO ALVO:  equipe escolar.

DESENVOLVIMENTO:  se dará conforme o mapa conceitual.

CONJETURA DE APRENDIZAGEM:

Colaborativa, construtiva e cooperativa.

ESTRATÉGIAS:

ü  Duração: reuniões de módulo.

ü  Instrumentos utilizados:

Sala de aula para as reuniões;

Equipamentos digitais disponíveis;

Laboratório de informática.

ü  Todos as tecnologias da escola  deverão receber manutenção e os computadores com internet em rede.

ü  Realizar um levantamento dos conhecimentos que os professores possuem referente ao manuseio das máquinas digitais disponíveis na escola. Utilizar questionário em anexo.

ü  Elaboração:

 PRIMEIRA REUNIÃO

1.    Montagem do Data show para apresentação de textos  relevantes sobre as tecnologias,  de  Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, que é especialista em formação de professores.

2.    Ler , comentar os seguintes questionamentos:

TICs - tecnologias da informação e comunicação. Cada vez mais, parece impossível imaginar a vida sem essas letrinhas. Entre os professores, a disseminação de computadores, internet, celulares, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga e uma infinidade de engenhocas da modernidade provoca reações variadas. Qual destes sentimentos mais combina com o seu: expectativa pela chegada de novos recursos? Empolgação com as possibilidades que se abrem? Temor de que eles tomem seu lugar? Desconfiança quanto ao potencial prometido? Ou, quem sabe, uma sensação de impotência por não saber utilizá-los ou por conhecê-los menos do que os próprios alunos? Será que estamos preparados para a  era da tecnologia? O que é necessário mudar?

3.    Ouvir opinião e comentários de todos que queiram se manifestar sobre o assunto.

4.    Propor mudanças no pensar e no agir. Pensar que é muito importante integrar essas tecnologias com a aprendizagem e agir para que a realidade se transforme e seja cada vez mais voltada para a era da informação.

5.    Ouvir opiniões e sugestões, de ações que possam auxiliar para a mudança dessa realidade dentro dessa escola.

6.    Expor o resultado da pesquisa e convidar professores que saibam manusear  esses tecnologias para colaborar com o restante do grupo. É certo que cada pessoa possui uma potencialidade que poderá ser útil na aprendizagem do seu colega. Sugerir que façam trocas de experiências e saberes, planejando o mini curso específico para o restante do grupo. Ex.: o professor que saiba manusear e utilizar a filmadora irá planejar e organizar o mini curso para o restante do grupo que ainda não domina o uso desse recurso.

7.    Montar cronograma com esses professores-colaboradores para iniciar as trocas de experiências nas  reuniões  seguintes. Montar dois mini cursos por semana, a serem realizados nos módulos. Os professores-colaboradores receberão auxílio das especialistas para montagem do mini-curso que deverá envolver o manuseio das máquinas digitais  e sua  aplicabilidade pedagógica.

SEGUNDA REUNIÃO:

1.    A supervisão , direção e formadora da capacitação em tics , irão auxiliar e organizar o matéria juntamente com o professor-colaborador para que o mini curso ocorra , trocando conhecimentos entre si até que todos não tenha dúvidas e estejam seguros quanto ao seu uso. O Gestor ficará responsável em facilitar a disponibilização dos recursos necessários para que as ações aconteçam.

  1. Após toda a troca de informações e experiências com essas máquinas, propor que pesquisem e tragam para a terceira reunião , sugestões de atividades que se integrem com os conteúdos estudados em sala de aula. A pesquisa deverá ser realizada por equipe. Tudo deverá ser realizado com oficinas práticas permeadas por conceitos e processos. Essas oficinas deverão ser definidas pelo grupo a partir das suas atividades cotidianas, seja na de sala de aula, seja em extra-classe. O importante é começarem a perceber onde, por que e como a tecnologia da informação poderá auxiliá-los e até mesmo melhorar suas atividades.
  2. A partir das atividades sugeridas, montar aulas que deverão ser aplicadas em sala, fazendo registro através de fotos ou filmagens, blogs, atividades dos alunos e se necessário , relato do professor contendo sua apreciação pessoal sobre a aplicação, contemplando os seguintes itens:
·         O que tais recursos acrescentaram na sua prática pedagógica?
·         Quais foram suas principais conquistas?
·         Criar um paralelo entre a prática sem uso das tics e com uso das tics. ( pontos positivos e, se houver , pontos negativos).

4.    A supervisão  deverá sugerir sites,textos informativos, vídeos, revistas, livros... que possam auxiliar os professores em suas  pesquisas.

5.    Formular projetos que envolvam o uso das máquinas digitais para serem desenvolvidos na escola porque é através dos projetos que o trabalho do professor será visto, valorizado e conhecido por todos. Atividades realizadas pelo professor poderão  ser integradas nos projetos, não esquecendo dos registros, amostras e culminância dos mesmos.

6.    Ler a citação de BRITO E VERMELHO ( 1990):

O professor deverá também utilizar o computador, que poderá ajudá-lo na elaboração de materiais de apoio, bem como ser um valioso recurso para o ensino de diversas disciplinas do currículo, seja em sala de aula, num trabalho coletivo, seja na dinâmica do trabalho desenvolvido no laboratório.

FREIRE (1994) diz que não há ensino de qualidade, nem reforma educativa, nem inovação pedagógica, sem uma adequada formação de professores.
O maior obstáculo para a adoção de computadores nas escolas é a falta de capacitação prévia dos professores para saber como utilizar esta nova ferramenta de trabalho e, principalmente como introduzir o uso do computador no currículo (Cristina Azra Barrenechea).

  1. Marcar próxima reunião para fazerem a socialização das informações e descobertas realizadas pelas equipes, com auxilio de especialistas, colegas e gestores.

OBSERVAÇÃO:
 Seguir com as reuniões mensalmente para que consigam trocar experiências e utilizarem de forma consciente e integrada as tecnologias disponíveis na escola.
  Inserir no Planejamento da escola o uso das máquinas digitais.

QUANTO AO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA:
·         Manutenção e organização dos computadores em rede na sala de informática.
Os professores receberão capacitação para o manuseio dos computadores ( Formador  que irá ministrar o curso será  capacitado).

Verificar qual o nível de conhecimento da equipe e , juntos , criar um projeto para capacitar professores para o uso do laboratório de informática. A escola poderá utilizar , se possuir, o professor de informática para colaborar  com demais professores., organizando horários para que todos consigam utilizar esse recurso que fará grande diferença nas aulas ministradas, chegando ao processo de construção do conhecimento de cada aluno.

O trabalho do gestor deverá ser o de auxiliar , colaborar, incentivar  , professores que estejam nessa empreitada, procurando novas ações para elevarem o índice de desenvolvimento de seus alunos com o uso de máquinas digitais.

Obs.: Após todo o processo de aprendizagem , sugerir que cada equipe  elabore um projeto utilizando, de forma pedagogicamente correta, as tecnologias disponíveis na escola, que neste caso, serão utilizados:
  1. Amplificadores de som.
  2. Microfone.
  3. Filmadora.
  4. Máquina digital.
  5. Data show.
  6. Computadores.

SUGESTÃO DE UM PROJETO:

“ASAS PARA FALAR”

Tema: Rádio-Tv e a notícia na escola.

JUSTIFICATIVA:
Esse projeto será uma extensão do “Plugados com a aprendizagem – trocando experiências”  e busca resgatar o uso da palavra  através do Rádio-TV ( assim chamado porque envolve a imagem e apresentação ao vivo - a palavra do locutor , que será o aluno).
“Ler não é fácil, porém, experiências e estudos mostram que é possível explorar na escola os diferentes tipos de textos que fazem parte do dia-a-dia de nossos alunos, tornando a leitura mais significativa e útil. É por isso que a leitura e a interpretação, talvez sejam as coisas mais importantes que a escola tem a ensinar. Muitas vezes as escolas só trabalham com textos didáticos e literários, de maneira burocrática, sem sentido para os alunos. Há uma curiosidade muito grande pelas
inovações tecnológicas como jogos, brinquedos, televisão, computador, livros, história que se constituem em sedução a este público. Diante disso, é preciso que a escola trabalhe a diversidade textual presente no cotidiano do aluno.” (Dionez Dal Prá Dal Vesco e Márcia Sueli Marchesi Galeazzi, p. 2 e 3)

OBJETIVOS:
·         Exercitar a comunicação oral, aperfeiçoando a objetividade e clareza de exposição do pensamento;
·         Favorecer a convivência e trabalho em grupo, respeitando diferenças, níveis de conhecimento e ritmos de aprendizagem de cada integrante da equipe;
·         Divulgar pela Rádio-TV e internet os projetos e produções realizadas na escola, valorizando o trabalho de alunos e professores;
·         Ampliar o vocabulário dos alunos;
·          Despertar nos alunos a consciência critica das informações recebidas;
·         Desenvolver a percepção auditiva, a concentração, a linguagem, a socialização e a imaginação dos mesmos.



PÚBLICO – ALVO:
 Estudantes da rede municipal do 1º ao 5º ano, dos anos iniciais.

ÁREA DE INTERESSE:
Arte, Educação Física, Geografia, História, Matemática, Português.

DURAÇÃO:
Aproximadamente 3 meses.

DESENVOLVIMENTO E METODOLOGIA:

·         ATIVIDADE 1 – “ Propor a ideia da Rádio-TV na escola”
1.    O professor fará a proposta ao alunos da criação da Rádio-Tv para divulgar os trabalhos realizados na escola, bairro , cidade e do mundo.
2.    Ouvir sugestões e opiniões dos alunos para o projeto.
3.    Explicar que será uma rádio menos convencional, onde serão utilizados recursos mais simples e que a escola possui. A rádio será apresentada ao vivo e com os alunos como platéia, onde tudo que for editado será apresentado no data show e por apresentadores escolhidos entre os alunos.
4.    Tudo será feito com a participação dos alunos e colaboração dos professores e escola.

·         ATIVIDADE 2: “ colocando a mão na massa”.
Com auxílio do professor de português, redação e de informática, fazer pesquisas na internet sobre o assunto: como editar uma notícia, a forma que deverá ser apresentado para atrair a atenção do ouvintes-telespectadores e O que poderá ser colocado na rádio.
           
·         ATIVIDADE 3: “ Como apresentar a Rádio-TV, utilizando os recursos disponíveis na escola?”
A rádio irá proceder da seguinte maneira:
1.    Poderão ser utilizados dois apresentadores para a Rádio-TV.
2.    A edição será feita pelos alunos e professores ( auxiliando na correção e organização da apresentação).
3.    Alunos jornalistas que buscarão a notícia a ser apresentada ( Locais: eventos na escola, no bairro, na cidade, na internet e também assuntos mundiais que possam interessar aos alunos), utilizando filmadora, máquina digital , jornal impresso, internet, entrevista , depoimentos...
4.    Um grupo de alunos e professores irão fazer o roteiro e organização do material coletado para apresentar – vídeos, notícias escritas, apresentações...
5.    A Rádio-TV será quinzenal para que o tempo de organização seja suficiente.

·         ATIVIDADE 4 : “ O dia D”.
1.    Organizar no pátio ou Anfiteatro ( se a escola possuir) para apresentar a rádio.
2.    Disponibilizar computador, Data show, microfone e amplificadores e o roteiro para a execução da rádio.
3.    Os apresentadores irão se apresentar a rádio e iniciar suas falas , noticiando todos os eventos ocorridos na escola, no bairro , cidade e no mundo.
4.    Sempre sincronizando suas falas com imagens. No caso de vídeos será feito previamente comentários para depois apresentar o vídeo. Poderão ainda, fazer reflexões sobre o assunto apresentado, enquetes com a platéia...
           
REGISTRO:
Fotos com legenda e divulgadas no blog da escola, identificando todo trabalho produzido pelos alunos, Textos e roteiros constando o processo de avaliação dos trabalhos, construído coletivamente, filmagem da apresentação da rádio para colocar no blog da escola.

AVALIAÇÃO:
            Ocorrerá durante todo o processo de ensino aprendizagem, verificando se todos os objetivos propostos foram alcançados, revisando todo o percurso do trabalho desenvolvido, priorizando a leitura e escrita.

            OBS: Citar os pontos positivos e os pontos negativos.
            Todos deverão participar e ser colaboradores do projeto.
           

CULMINÂNCIA:
            Será quinzenal na apresentação da Rádio-TV, avaliando a qualidade do trabalho realizado pelos alunos através da apreciação do público escolar .


RESULTADO ESPERADO:

Conscientização quanto a importância da utilização dessas tecnologias nas escolas.
Um maior valor pelos trabalhos realizados na escola e também divulgação dos mesmos.
A integração das tecnologias com a aprendizagem, utilizando projetos como recurso para a utilização das TICs.
Mudanças de atitudes e busca por conhecimento, almejando a participação efetiva e com maior interesse pela aprendizagem, sendo o aluno parte integrante do processo.

BIBLIOGRAFIA:
Eproinfo – Conteúdo módulo – DD – Planejamento e Produção de Aula
BRITO, Glaucia e VERMELHO, Cristina. O usuário professor. O Estado
do Paraná, Curitiba, 13 out. 1996.

DEMO, Pedro. Desafios Modernos da Educação. Petrópolis, RJ: Vozes,
1993.
FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. 20. ed. São Paulo: Cortez, 1994.
Dal Prá Dal Vesco, Dionez e Sueli Marchesi Galeazzi, Márcia.

 






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