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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Integração escolar do aluno surdo

Curso de especialização
Tecnologias em Educação.
Disciplina: ITA -  Grupo D(seminário - SURDEZ PROFUNDA, CONHECENDO APENAS LIBRAS PARA COMUNICAÇÃO, NÃO SENDO ORALIZADO NEM CONHECENDO PORTUGUÊS)
Rosângela Arantes Silva Mendonça
Coordenador: Marco Rocha


Constantemente ouve-se o termo integração que é um processo dinâmico, onde a participação das pessoas o torna verdadeiro em seu significado , legitimando sua interação entre grupos sociais. Sua normatização significa que o educando com necessidades especiais tem o direito de  uma vida diária o mais semelhante possível,  conforme as condições da sociedade.
    A legislação do Brasil (Constituição Federal/88, LDB 9394/96 entre outras) prevê a integração do educando com necessidades especiais no sistema regular de ensino. Essa integração, no entanto, deve ser um processo individual, fazendo-se necessário estabelecer, para cada caso, o momento oportuno para que o educando comece a freqüentar a classe comum, com possibilidade de êxito e progresso.
    A integração do aluno surdo em classe é uma conquista que tem que ser feita com muito estudo, trabalho e dedicação de todas as pessoas envolvidas no processo: aluno surdo, família, professores, médicos , assistentes sociais, alunos ouvintes, demais elementos da escola...
Entende-se  que a linguagem de um surdo apresenta diferenças entre ele e outro surdo, e entre ele e um ouvinte, vidente ou cego.
    A precoce estimulação da criança, que ao nascer  se torna surda no período de zero a três anos de idade, é fator essencial para a aquisição da linguagem. A grande maioria dos surdos, porém, não tem esse atendimento porque se encontra implantado apenas nas grandes cidades .
   A oferta de oportunidade educacional sempre favorece para melhoria do desempenho do instrumental lingüístico dos surdos e é imprescindível para a evolução acadêmica desses indivíduos.
A Escola Especial deve atender a criança surda, desde os primeiros meses de vida, promovendo estimulações. Ela deve oferecer apoio ao educando em turno inverso ao da escola regular e auxiliar no trabalho do professor da classe comum.
            Cabe à escola especial, criar os meios para  processo ensino-aprendizagem da escola regular e também desenvolver  as atividades de complementação curricular específica para os alunos surdos. O objetivo dessa escola especial deve ser a integração plena dos seus alunos. 
O deficiente auditivo  deve freqüentar o sistema regular de ensino, porque é um cidadão com os mesmos direitos que qualquer outro. A aprendizagem  efetiva-se  quando alguém tem o contato direto com os falantes dessa língua.
    Para a integração do aluno surdo em classe comum , existem várias recomendações:
·         Escola estruturada com recursos humanos, físicos e também materiais;
·         Ocorrerá após alfabetização;
·         Conhecer sua forma de comunicação;
·         Complementação curricular, interprete de Libras;
·         Não tenha mais de 25 alunos, incluindo o integrado;
·         Idade cronológica compatível com a média do grupo;
·         Trabalho sistemático com a participação da família .
Todos os funcionários e principalmente os professores, vem ficar atentos ao itens: não rejeitar, ajudar o aluno a pensar, sem super-proteção, tratamento normal, não ficar de costas ou de lado ( quando estiver falando), falar diretamente ao aluno  com frases curtas e com apoio da escrita, falar pausadamente com voz normal, verificar a amplificação do aparelho, verificar se o aluno está atento ,usar gestos para chamar a atenção, colocar o aluno nas primeiras carteiras, colegas laterais para servir de apoio, recursos facilitadores para compreensão, usar língua escrita e de sinais, estimular a expressão oral ( escrita ou por sinais), faze-lo participativo, avaliar o aluno surdo pela mensagem-comunicação, solicitar ajuda da escola especial , atualizar sempre e observar o crescimento desse aluno.
   
    Os alunos surdos que não apresentarem condições de freqüentar a classe comum, com um rendimento mínimo satisfatório, devem ser integrados em classe especial das escolas regulares, principalmente aqueles que se encontram na Educação Infantil e aqueles que se encontram no processo de alfabetização.
    As classes especiais constituem-se em turmas de alunos surdos com mais ou menos dez alunos, atendidos por um professor que, preferencialmente, deve possuir especialização na área de ensino para surdo e ter conhecimentos da Língua Portuguesa e da Língua Brasileira de Sinais.
    A presença do intérprete de LIBRAS x Português e vice-versa, em sala de aula, tem aspectos favoráveis e desfavoráveis que precisam ser observados.
Assim sendo, é necessário que professor regente e o intérprete planejem suas funções e limites.
        - Compete ao professor regente:
    • liderar a classe;
    • ordenar o processo de ensino-aprendizagem;
    • resumir suas aulas no quadro;
    • avaliar o aluno.
- Compete ao intérprete:
    • interpretar somente;
    • não explicar o conteúdo.
    Sugere-se que ambos, professor e intérprete, sejam funcionários da mesma escola, para que tenham tempo para coordenar suas ações. 
 
Conclusão:
  



É um grande desafio integrar um aluno surdo, mas é necessário  ter coragem, determinação e segurança. A integração  não é só a colocação de um aluno com deficiência auditiva numa turma com crianças ouvintes, mas sim existir uma reciprocidade , onde todos possam aprender juntos. A integração deve ser iniciada na família, vizinhos comunidade, onde todos saibam respeitar o deficiente auditivo. Garantir ao aluno surdo um processo de escolarização com qualidade é direito dele e  dever da sociedade.



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