Curso de especialização
Tecnologias em Educação.
Disciplina: ITA - Grupo D(seminário - SURDEZ PROFUNDA, CONHECENDO APENAS LIBRAS PARA COMUNICAÇÃO, NÃO SENDO ORALIZADO NEM CONHECENDO PORTUGUÊS)
Rosângela Arantes Silva Mendonça
Coordenador: Marco Rocha
Constantemente ouve-se o termo integração que é um processo dinâmico, onde a participação das pessoas o torna verdadeiro em seu significado , legitimando sua interação entre grupos sociais. Sua normatização significa que o educando com necessidades especiais tem o direito de uma vida diária o mais semelhante possível, conforme as condições da sociedade.
A legislação do Brasil (Constituição Federal/88, LDB 9394/96 entre outras) prevê a integração do educando com necessidades especiais no sistema regular de ensino. Essa integração, no entanto, deve ser um processo individual, fazendo-se necessário estabelecer, para cada caso, o momento oportuno para que o educando comece a freqüentar a classe comum, com possibilidade de êxito e progresso.
A integração do aluno surdo em classe é uma conquista que tem que ser feita com muito estudo, trabalho e dedicação de todas as pessoas envolvidas no processo: aluno surdo, família, professores, médicos , assistentes sociais, alunos ouvintes, demais elementos da escola...
Entende-se que a linguagem de um surdo apresenta diferenças entre ele e outro surdo, e entre ele e um ouvinte, vidente ou cego.
A precoce estimulação da criança, que ao nascer se torna surda no período de zero a três anos de idade, é fator essencial para a aquisição da linguagem. A grande maioria dos surdos, porém, não tem esse atendimento porque se encontra implantado apenas nas grandes cidades .
A oferta de oportunidade educacional sempre favorece para melhoria do desempenho do instrumental lingüístico dos surdos e é imprescindível para a evolução acadêmica desses indivíduos.
A Escola Especial deve atender a criança surda, desde os primeiros meses de vida, promovendo estimulações. Ela deve oferecer apoio ao educando em turno inverso ao da escola regular e auxiliar no trabalho do professor da classe comum.
Cabe à escola especial, criar os meios para processo ensino-aprendizagem da escola regular e também desenvolver as atividades de complementação curricular específica para os alunos surdos. O objetivo dessa escola especial deve ser a integração plena dos seus alunos.
O deficiente auditivo deve freqüentar o sistema regular de ensino, porque é um cidadão com os mesmos direitos que qualquer outro. A aprendizagem efetiva-se quando alguém tem o contato direto com os falantes dessa língua.
O deficiente auditivo deve freqüentar o sistema regular de ensino, porque é um cidadão com os mesmos direitos que qualquer outro. A aprendizagem efetiva-se quando alguém tem o contato direto com os falantes dessa língua.
Para a integração do aluno surdo em classe comum , existem várias recomendações:
· Escola estruturada com recursos humanos, físicos e também materiais;
· Ocorrerá após alfabetização;
· Conhecer sua forma de comunicação;
· Complementação curricular, interprete de Libras;
· Não tenha mais de 25 alunos, incluindo o integrado;
· Idade cronológica compatível com a média do grupo;
· Trabalho sistemático com a participação da família .
Todos os funcionários e principalmente os professores, vem ficar atentos ao itens: não rejeitar, ajudar o aluno a pensar, sem super-proteção, tratamento normal, não ficar de costas ou de lado ( quando estiver falando), falar diretamente ao aluno com frases curtas e com apoio da escrita, falar pausadamente com voz normal, verificar a amplificação do aparelho, verificar se o aluno está atento ,usar gestos para chamar a atenção, colocar o aluno nas primeiras carteiras, colegas laterais para servir de apoio, recursos facilitadores para compreensão, usar língua escrita e de sinais, estimular a expressão oral ( escrita ou por sinais), faze-lo participativo, avaliar o aluno surdo pela mensagem-comunicação, solicitar ajuda da escola especial , atualizar sempre e observar o crescimento desse aluno.
Os alunos surdos que não apresentarem condições de freqüentar a classe comum, com um rendimento mínimo satisfatório, devem ser integrados em classe especial das escolas regulares, principalmente aqueles que se encontram na Educação Infantil e aqueles que se encontram no processo de alfabetização.
As classes especiais constituem-se em turmas de alunos surdos com mais ou menos dez alunos, atendidos por um professor que, preferencialmente, deve possuir especialização na área de ensino para surdo e ter conhecimentos da Língua Portuguesa e da Língua Brasileira de Sinais.
A presença do intérprete de LIBRAS x Português e vice-versa, em sala de aula, tem aspectos favoráveis e desfavoráveis que precisam ser observados.
Assim sendo, é necessário que professor regente e o intérprete planejem suas funções e limites.
- Compete ao professor regente:
- liderar a classe;
- ordenar o processo de ensino-aprendizagem;
- resumir suas aulas no quadro;
- avaliar o aluno.
- Compete ao intérprete:
- interpretar somente;
- não explicar o conteúdo.
Sugere-se que ambos, professor e intérprete, sejam funcionários da mesma escola, para que tenham tempo para coordenar suas ações.
Conclusão:
É um grande desafio integrar um aluno surdo, mas é necessário ter coragem, determinação e segurança. A integração não é só a colocação de um aluno com deficiência auditiva numa turma com crianças ouvintes, mas sim existir uma reciprocidade , onde todos possam aprender juntos. A integração deve ser iniciada na família, vizinhos comunidade, onde todos saibam respeitar o deficiente auditivo. Garantir ao aluno surdo um processo de escolarização com qualidade é direito dele e dever da sociedade.
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